segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Audioteca "Sal e Luz"





A audioteca "Sal e Luz" é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados, ou seja, audiolivros.


Seu acervo conta com 2.700 títulos que vão desde literatura geral, passando por textos religiosos, até textos e provas corrigidas para concursos públicos em geral.


Os empréstimos são feitos através de fitas K7, CDs e MP3.

Você conhece alguma pessoa com deficiência visual?

Conte a ela sobre isso!


Os audiolivros podem ser escolhidos pelo site e solicitados pelo telefone.

O envio é gratuio, através do serviço dos Correios.


O governo oferece ajuda. Mas, mais do que dinhero são necessários bons resultados. É preciso atingir um número significativo de associados, que realmente aproveitem este trabalho, caso contrário, ele será extinto.

Colabore!

Divulgue!



Rua: Primeiro de Março, nº 125 - 7andar

Centro - Rio de Janeiro

Cep. 20010-000

Fone: (21) 2233 8007

Horário de Atendimento: 8:00 às 16:00


Boa Leitura!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

City Down: o filme

Um mundo Down?
Foto de: Nauro Junior

Na manhã de hoje, assistindo um programa de entretenimento (Hoje em dia, na TV Record) tomei conhecimento sobre o filme:
"City Down: a história de um diferente"
produzido no sul do país, na cidade de Pelotas - Rio Grande do Sul, pelos diretores José Mattos e P.C. Nogueira através da Associação Pelotense de Cinema Independente (Cinepel).

O filme tem o roteiro do escritor e roteirista Manoel Soares Magalhães e terá apenas um personagem não portador da síndrome.
Um mundo Down?
"Um dia você acorda, levanta e sai à rua.
De repente, como um passe de mágica, se dá conta de que tudo está diferente. Diferente de você.
Você é o diferente agora".
A história é um convite a reflexão e ao entendimento de que o preconceito é um sentimento que necessita ser vencido. A realidade é vista e comentada a partir do angulo de visão das pessoas com síndrome de down.
Todo o elenco selecionado é 100% down!
Uma excelente inciativa.
Conforme a reportagem exibida, o filme já foi apresentado ao público e logo estará disponível em DVD. O roteiro também será lançado em livro pela Editora Livraria Mundial.
Eu estou ansiosa para conhecer a história na íntegra e você?

Para saber mais acesse:

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Reuven Feuerstein e a Construção Mediada do Conhecimento:

Esta semana recebi por e-mail, através do site Psicopedagogia on-line, a divulgação de um curso de aperfeiçoamento profissional a respeito da aplicação dos instrumentos do PEI - Programa de Enrequecimento Instrumental, desenvolvido por Reuven Feurstein.

Hum...queria muito ir...!!

Resumidamente, é um programa prático de intervenção cognitiva,

fundamentado na mediação da aprendizagem e pode ser aplicado de forma individual ou coletiva.

Composto por 14 intrumentos, ou seja, 14 conjuntos de tarefas de diversos conteúdos e modalidades, e seu crescente nível de complexidade favorece a contrução sistemática e estrutural de funções cognitivas e operações mentais necessárias à aprendizagem. O curso é presencial e acontecerá na capital paranaense, Curitiba. Para inscrever-se acesse o site: http://www.cdcp.com.br/ Rabiscando...

A primeira vez que entrei em contato com as ideias do Psicólogo e Professor Israelense Reuven Feuerstein foi em 2009 num curso oferecido pela FCEE (Fundação Catarinense de Educação Especial) com o objetivo de capacitar professores das Escolas Especiais, hoje Centros de Atendimentos Especializados. Na ocasião, estávamos estudando sobre aspectos teóricos e metodológicos a serem utilizados com crianças de 7 a 14 anos, participantes do SAEDE (Serviço de Atendimento Educacional Especializado) destinado ao atendimento de alunos regularmente matriculados na Rede Comum de Ensino e, no contraturno, frequentantes deste serviço oferecido, nesta época, somente pelas APAEs.

Situação bem diferente nos dias de hoje, onde os AEE (Atendimentos Educacionais Especializados) são oferecidos nas próprias unidades de ensino comum, sejam estaduais ou municipais - um grande avanço dentro do processo de inclusão, mesmo que questionado por muitos os envolvidos, sejam pais ou educadores.

Enfim, venho aprofundando meus estudos acerca deste estudioso buscando relacionar seus principios ao processo de ensino e aprendizagem de crianças com deficiência intelectual.

Os conceitos de que a inteligência é plástica e modificável, e que ela pode ser pensada, são centrais na Teoria da Modificabilidade cognifiva estrutural.

Essa teoria baseia-se na premissa de que existe um potencial de aprendizagema ser desenvolvido por qualquer sujeito, independente de sua idade ou origem étnica ou cultural.

Sendo assim, Feurstein considera que a inteligência possa ser desenvolvida em um ambiente de aprendizagem mediada criado a partir da teoria da Experiência da Aprendizagem Mediada.
O mediador será aquele que interage com o aprendiz estimulando as suas funções cognitivas, organizando o pensamento e melhorando os seus processos de aprendizagem. Um dos estudos divulgados recentemente sobre a Mediação da Aprendizagem tornou-se um livro lançado em 2007 pelos autores Marcos Meier e Sandra Garcia, pesquisadores renomados no campo educacional. O livro traz reflexões importantes como:
  • "O que diferencia um mediador de um professor"?
  • "De que forma podemos ensinar nossos alunos para que o "aprender a aprender" não seja apenas discurso"?
  • "Como desenvolver a autonomia do aluno"?
  • "Como interagir com o aluno de forma a potencializar a sua aprendizagem"?
  • "Como incentivá-lo a colocar tudo isso em prática"?

O vídeo abaixo exemplifica de forma simples e objetiva como tais principios podem fazer parte do cotidiano escolar:

No trabalho com crianças com deficiência intelectual há que se prestar muita atenção no quanto a mediação pedagógica (ação intencional e planejada do professor) pode contribuir para maximizar as capacidades dos alunos e auxiliá-los a encontrar formas eficazes de atuação no meio e de pensamento crítico: fazer escolhas e usar o pensamento, respeitando o outro e suas especificidades são aspectos fundamentais na aprendizagem escolar, dentre outros, é claro.
O conceito de inteligência vem se transformando ao longo dos anos, ao passo que o entendimento sobre a deficiência intelectual, ainda necessita de "maiores esclarecimentos", já que muitos ainda consideram que deficientes intelectuais "não pensam" ou "não aprendem"...isso precisa ser modificado!!!!
"[...]Todos os indivíduos, sem exceção, têm direito à otimização do seu potencial cognitivo; a sociedade, no seu todo, tem o dever de o educabilizar...pois não é a inteligência como medida estática que caracteriza o ser humano, mas sim, a sua propensão e modificabilidade para se adaptar a situações novas". (FONSECA, 1998)
Outras sugestões:
  • ROS, Silvia Zanatta da. Pedagogia em Rauven Feuerstein. Editora Plexus.
  • FONSECA, Vitor da. Aprender a aprender: a educabilidade cognitiva. Editora ARTMED.
  • MEIER, Marcos; GARCIA, Sandra. Mediação da Aprendizagem:contribuições de Feuerstein e de Vygotsky. Edição do autor.

domingo, 26 de dezembro de 2010

"O Portador Caiu"

Esse é o título de um texto publicado no site Inclusive: inclusão e cidadania, uma revista digital que é composta por conteúdo de excelente qualidade em defesa dos direitos da pessoa com deficiência.

Escrita por diversos colobaradores, dentre eles, Patrícia Almeida responsável pela edição da seção Mídia e Deficiência, onde ela registra suas impressões e opiniões sobre essa temática.
O termo PORTADOR DE DEFICIÊNCIA, ainda muito utilizado em meios educacionais e mesmo na sociedade em geral caiu em desuso desde a Convenção da ONU em defesa das pessoas com deficiência em 2008 e ratificada pelo Congresso Nacional com força constitucional.
A forma adequada e legal de nos referirmos desde então é
"pessoa com deficiência" deixando de lado definitivamente os termos pejorativos e preconceituosos.

Fique de olho no modo de "falar"!

A fala não é apenas uma reprodução sonora de palavras (é claro!)...ela é a expressão daquilo que acreditamos e de tudo o que pensamos.
O significado dos termos ou palavras que utilizamos no dia-a-dia nos são transmitidos culturalmente, acompanhando as transformações do contexto social do qual participamos.
Por isso, alguns termos deixam ou passam a ser utilizados quando os valores que o sustentam são modificados pela sociedade. Embora tais palavras já possam existir na língua escrita e falada, adquirem novos significados para designar novos conceitos.
Romeu Kasumi Sassaki , conhecido escritor brasileiro, em seu texto "Terminologia sobre Deficiência na era da inclusão" nos remete a seguinte reflexão:
"A construção de uma verdadeira sociedade inclusiva passa também pelo cuidado com a linguagem. Na liguagem se expressa, voluntaria ou involuntariamente, o respeito ou a discriminação em relação às pessoas com deficiências. [...]
Usar ou não termos técnicos não é uma questão de semântica ou sem significado, se desejamos falar ou escrever construtivamente, numa perspectiva inclusiva, sobre qualquer assunto de cunho humano. E a terminologia correta é especialmente importante quando abordamos assuntos tradicionalmente eivados de preconceitos, estigmas e esteriótipos [...]. Os termos são considerados corretos em razão de certos valores e conceitos vigentes em cada sociedade e em cada época.
Ele nos traz uma lista de 59 palavras ou expressões incorretas acompanhadas de comentários e equivalentes termos corretos. Comumente estes "equívocos" estão em toda parte, nos livros, revistas, jornais e nas rodas de conversas.
Como diz Sassaki:
"[...] o maior problema decorrente do uso de termos incorretos reside no fato de os conceitos obsoletos, as idéias equivocadas e as informações inexatas serem inadvertidamente reforçados e perpetuados [...]".

Conheça o texto original, clicando aqui, e salve-o em arquivo pdf.
Fique atento!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Escrever...um ato de criação e coragem.

Um número infinito de palavras percorre a rede de computadores num segundo de tempo.
Informações são levadas a todo instante, em larga escala, por todo lugar e por diferentes pessoas.
A escrita mais do que nunca reafirma seu papel comunicador de ideias e atinge o seu ápce através da internet.
Escreve-se sobre tudo e de todas as formas.

Enfim, aqui estou!
Para escrever...sobre o que eu vejo, sinto e penso sobre a educação,
seja ela especial ou comum,
mas sempre no esforço para uma
"educação de qualidade, com sentimento e responsabilidade".
Há dias busco um tempo para ensaiar "alguns riscos e rabiscos" neste blog.
Interrogações, troca de experiências...
muita coisa passa pela minha cabeça neste momento em que a educação, como em toda a sua história de conquistas e desastres (porque já existiram muitos!), busca fortalecer de fato sua função social por meio de tantas exigências trazidas pela "educação inclusiva" (desde meados da década de 70) e reafirmar seu papel na formação de cada um de seus participantes: alunos, pais, professores, gestores.
Educação Inclusiva...Ufa! 
Quanta coisa já foi escrita sobre esse tema...e quantas mais precisam ser esclarecidas???


Nas buscas que faço na internet sobre o tema
encontrei o site ESCOLA DE GENTE que tem como idealizadora, fundadora e superintendente geral a Jornalista Cláudia Werneck na busca de democratizar o conceito e prática da educação inclusiva por meio da disponibilização de textos, dicas de sites, cursos oferecidos, legislação, entre outros afins.




Uma das minhas primeiras leituras sobre inclusão foi justamente o seu livro "Sociedade Inclusiva: quem cabe no seu todos" e quão complicada ela me parecia...quantas dúvidas e negações surgiam entre o emaranhado de ideias propostas pela autora.
O questinamento sobre o uso descompromissado do termo "TODOS" por todos nós envolvidos no processo educativo é eixo central desta publicação.

Conhecer, cada vez mais, faz parte das exigências para ser um bom educador.
Bom no sentido inclusivo da palavra (um aspecto importante para se esclarecer...mais tarde, com certeza!)
E, sendo assim, torna-se fundamental decifrarmos a terminologia específica que preenche os princípios inclusivos no sentido de compreende-la, sem entrar em conflito com o seu real significado.

É com esta finalidade que lhes trago, através da Escola de Gente, um espaço organizado alfabeticamente, de fácil acesso, através do qual podemos entender melhor aspectos relevantes na educação inclusiva.
Acesse aqui:

Educar de forma inclusiva significa, antes de tudo, reconhecer seu papel de ensinante, levando em consideração que

"Mestre não é quem ensina,
mas quem,
de repente aprende"
João Guimarães Rosa
Abraços.